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GRUMIN FAZ LEVANTAMENTO DE MULHERES QUE SOFREM INTOLERÂNCIA interseccional

Já conhecemos bem a opressão do mundo dominante, do poder do capital sobre povos que acabam na condição de  oprimidos.

Mas não está visível a cara de setores que continuam na condição de explorado, mas que também explora, domina, discrimina e oprime, inclusive dentro de segmentos
interseccionais, racial e de gênero inclusive. É a intolerância entre si. Isso atrasa o desenvolvimento comunitário, pois todos e todas perdem.

Esses aprenderam bem a lição e a intolerância do dominador e continuam,  propositalmente, com a vendas nos olhos, não querendo enxergar, porque almeja também o poder, trazendo o vício da competição, da mentira e da exploração. É a exploração do homem pelo homem seja em quaisquer classes, religiões e filosofias. Essas mentes errôneas repassam para os jovens, a mesma concepção e o círculo continua. Uns percebem outros não.

Infelizmente no Brasil, ainda existe o racismo intergrupal,
interseccional ou inter-racial, inclusive com pessoas da mesma origem. ISSO PRECISA ACABAR!

Por essa razão o GRUMIN fez um levantamento entre vários segmentos de mulheres de remanescência indígena. São elas:

Mulheres indígenas aldeadas fora do nível social existente (isto é, altamente pobres), indígenas pobres das cidades, mulheres de origem étnica discriminadas social, sexual e racialmente, como indígenas de miscigenação afrodescendentes, ou vice-versa, entre outras. Ouvimos as mulheres negras ou caboclas que se identificam como indígenas e que se assumem indígenas, assim como mulheres indígenas que não mais recordam de sua etnia, mas que são discriminadas tanto pela sociedade, quanto pelo grupo étnico. Mulheres de remanescência indígena discriminadas pelas próprias mulheres. O número de pessoas que se sentem intoleradas é grande. Muitas delas não conseguem assumir por medo , discriminação. Se sentem "ENTRE UMA SITUAÇÃO E OUTRA".

Por outro lado o Grumin vem reforçar o trabalho contra a discriminação entre as etnias indígenas de modo geral no que diz respeito à terra, aos direitos indígenas, ao meio ambiente entre outros temas.

A REDE GRUMIN DE MULHERES ainda ouviu as mulheres escritoras e jornalistas racial e sexualmente discriminadas, mulheres pajés não reconhecidas como tal, xamãs e parteiras discriminadas, mulheres indígenas urbanas viúvas ou esposas de presidiários, mulheres afro ou indígenas urbanas infratoras, empregadas domésticas, operárias e prostitutas de origem afros e indígenas, caboclas e descendentes, mulheres étnicas de opções sexuais diversas, mulheres étnicas de opções sexuais diversas (homossexuais) que sofrem discriminações sociais, raciais e de gênero por deslocamento interno ou nacional, por conflitos ou guerras, inclusive deslocando-se para fora do Brasil, entre outras. Muitas delas são alvo do tráfico de drogas internacional , morrendo nas mãos dessa máfia, assim como a máfia da prostituição internacional.

 

O objetivo do levantamento é conscientizar esse público-alvo para seus direitos humanos para a defesa do meio ambiente e da biodiversidade indígena. Tivemos um caso de uma indígena da cidade que foi estuprada e assassinada. A comunidade não aceita essa mulher, acha que ela morreu porque desobedeceu às leis morais e étnicas e que saiu da aldeia porque quis, e bebeu porque quis. O Grumin enviou petição para o Ministério Público, já tendo recebido resposta. Temos casos de mulheres que são netas ou bisnetas de indígenas e que não são aceitas por suas etnias de origem depois de muito tempo passado. Casos de mulheres que deixaram sua terras por questão de violência do néocolonizador. Temos casos de violência às mulheres no próprio seio da famílias. Casos de mulheres que mudam de locais de moradia e passam a serem vítimas do alcoolismo, vulneráveis ao vírus do HVI, hepatite C, tuberculose, entre outras enfermidades.

São muitos os casos. O GRUMIN cumpre o papel de dar VISIBILIDADE A ESSES CASOS E ENCAMINHÁ-LOS AOS ÓRGÃO COMPETENTES PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA e preparar essas mulheres para resgatar sua dignidade.

 

PANKARARU


Sabe, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?

Não somos daqui
Nem de acolá...
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!
Até onde agüentaremos, meus filhos?

 

Eliane Lima dos Santos (Eliane Potiguara), escritora, cidadã do mundo, autora de METADE CARA  ,
METADE MÁSCARA, Global Editora/Fundadora do GRUMIN

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