Povos étnicos são os primeiros povos
do Planeta. Muitos têm a contribuir para a sociedade,
principalmente na defesa do meio-ambiente e na
preservação das matas e das águas.
A proposta do Grumin enfatiza, há
décadas, a defesa e a valorização da mulher indígena
como uma defensora nata das águas e biodiversidade
brasileiras. É na biodiversidade que reside o
incentivo à cultura e à cosmovisão indígena. A
biodiversidade guarda com carinho a magia que une a
ancestralidade, a espiritualidade e a identidade
indígenas em todos os tempos num grande PORVIR para
a preservação da vida.
A mulher como uma defensora nata da
biodiversidade, é uma defensora original desses
elementos culturais vívidos, concretos ou
imateriais. Os saberes das avós, das pajés, das
anciãs, das artistas repassados para as jovens
preservam a vida e por conseguinte o planeta Terra.
Esses são os direitos humanos das mulheres
indígenas. É disso que estamos falando. Mulheres
brasileiras ou internacionais de todos os segmentos,
de todas as cores e etnias podem espelhar-se nos
belos úteros que produzem límpidas águas DA ORIGEM
DA VIDA, nossos bebês do futuro.
Mulheres! Fonte das águas.
Águas ! Fonte de vida.
Terra e água, matas e céus _ juntos
preservados com a força da mulher!
Eliane Potiguara